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Culto da Noite - 13/09/2026
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IGREJA PRESBITERIANA BETEL
1958 – Nos meses finais de 1974, um grupo de cristãos, do bairro de Casa Verde, obedecendo à ordem de Cristo, anunciou Seu evangelho no bairro de Vila Dionísia. Os primeiros encontros foram feitos nas casas de pessoas simples, como Helena Mendes Areias, Artur Ferreira e Leonor Evangelista de Souza. Logo esses encontros receberam apoio de uma Igreja organizada, do bairro de Vila Carolina, que assumiu a responsabilidade pela manutenção dos encontros. Com o tempo, o grupo foi adotado por outra igreja presbiteriana, a Jardim das Oliveiras, que procurava um local para começar um ajuntamento cristão. A igreja encontrou o grupo e passou a assisti-lo. Um missionário norte-americano, Richard Smith, e sua esposa, Beatriz, foram enviados a ajudar. A igreja Jardim das Oliveiras adquiriu um terreno e construiu um local de reunião.
PASTORAL
QUANDO COMEÇAMOS A DIAGNOSTICAR A INFÂNCIA:
CRIANÇAS, ADOLESCENTES E A FORMAÇÃO DE UMA GERAÇÃO QUE PRECISA APRENDER A SOFRER
Nas pastorais anteriores, refletimos sobre a tendência crescente de transformar sofrimentos, limitações e dificuldades humanas em categorias diagnósticas. Também vimos, a partir de 1 Tessalonicenses 5.14, que nem toda dificuldade possui a mesma natureza e, por isso, nem tudo precisa da mesma resposta. Agora precisamos levar essa conversa para um terreno ainda mais sensível: a infância e a adolescência. Esse cuidado é necessário porque crianças e adolescentes estão em processo de formação. Ainda estão aprendendo a esperar, lidar com frustrações, organizar responsabilidades, controlar impulsos, nomear emoções, enfrentar medos, conviver com limites e perseverar quando alguma coisa se torna difícil. E nada disso acontece de uma vez, porque simplesmente amadurecer exige tempo.
Isso posto, precisamos ter cuidado para não interpretar imediatamente toda dificuldade desse processo como sinal de transtorno, o que não significa negar que crianças e adolescentes possam enfrentar condições reais e graves. Algumas apresentam dificuldades persistentes que precisam de avaliação profissional, acompanhamento especializado e, em certos casos, tratamento médico. Ignorar isso seria irresponsável. Mas existe outro risco que tem a ver com tratar como patológico aquilo que pertence, em alguma medida, à própria condição de crescer. Uma criança inquieta não possui necessariamente um transtorno nem um adolescente triste está necessariamente deprimido no sentido clínico. Sentir ansiedade antes de uma prova, enfrentar insegurança diante de uma mudança, ter dificuldade em lidar com rejeição ou experimentar frustração não significa automaticamente que alguma coisa esteja clinicamente errada. Algumas dessas experiências são dolorosas precisamente porque crescer é difícil. Ou nós adultos já nos esquecemos disso? Esquecemo-nos que uma criança não nasce sabendo administrar o próprio mundo interior? Que ela precisa aprender e descobrir que nem todo desejo será atendido imediatamente, que algumas tarefas continuam sendo necessárias mesmo quando não sente vontade de realizá-las, que a frustração não é uma catástrofe, que perder faz parte da vida, que ouvir “não” não significa deixar de ser amado, que sentimentos intensos passam, que determinadas dificuldades exigem perseverança? …