Na pastoral anterior, refletimos sobre a crescente tendência de transformar sofrimentos, limitações e dificuldades humanas em categorias diagnósticas, perguntando até que ponto um diagnóstico pode ajudar sem passar a definir a própria identidade da pessoa. Agora precisamos avançar um passo: se nem todo sofrimento tem a mesma origem, também nem toda dificuldade deve receber a mesma resposta. Vamos meditar em 1 Tessalonicenses 5.14 e entender um princípio pastoral precioso de discernimento.
O que acontece quando tentamos compreender todo sofrimento humano a partir de uma única explicação? Provavelmente, começamos a oferecer a mesma resposta para pessoas que vivem situações muito diferentes. Por exemplo, se nossa principal lente for médica, tenderemos a enxergar transtornos em toda parte. Se nossa lente for apenas moral, corremos o risco de chamar de pecado aquilo que pode ser fraqueza, abatimento ou enfermidade. Quando tudo passa a ser explicado pelo trauma, procuramos trauma em toda experiência dolorosa. A Escritura nos ensina um caminho mais cuidadoso.
Paulo escreve: “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.” 1Tessalonicenses 5.14 …